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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
domingo, 10 de janeiro de 2016
The Power of Vulnerability | Brene Brown | TED Talks
Tradutor: Mia Martin
Revisora: Wanderley Jesus
Então, vou começar assim:
Há uns anos, uma organizadora de eventos telefonou-me
porque eu ia ser oradora numa palestra.
E ela ligou-me, e disse-me,
"´Tenho uma dúvida sobre o que
hei-de escrever sobre si no programa."
E eu pensei, "Bem, qual é a dúvida?"
E ela disse, "Bem, eu já a vi falar,
e pensei designá-la como investigadora, pelo menos pensei,
mas receio que se a designar como investigadora ninguém apareça,
porque vão pensar que é chata e sem interesse."
(Risos)
Ok...
E ela continuou "Mas o que eu gostei na sua palestra
é que você é uma contadora de histórias.
Por isso acho que vou designá-la como contadora de histórias."
E claro que a minha parte académica e insegura
pensou logo, "Tu vais-me chamar o quê?"
Ela disse "Vou designá-la como contadora de histórias."
E eu pensei algo tipo, "E porque não um duende mágico?
(Risos)
E fiquei tipo, "Deixe-me pensar sobre isto um segundo."
Tentei evocar profundamente a minha coragem.
E pensei, sou uma contadora de histórias.
Sou uma investigadora qualitativa.
Coleciono histórias; é isso que faço.
E talvez as histórias sejam só dados com uma alma.
E talvez eu seja apenas uma contadora de histórias.
E então disse, "Sabe uma coisa?
Porque é que não diz que sou uma contadora de histórias-investigadora."
Ela respondeu, "Ahah. Isso não existe!"
(Risos)
Por isso, sou uma contadora de histórias-investigadora,
e o que vos vou falar hoje -
vamos falar sobre a expanção da percepção -
e por isso quero-vos falar e contar algumas histórias
sobre uma parte da minha pesquisa
que fundamentalmente expandiu a minha percepção
e chegou mesmo a mudar muito a forma como eu vivo e amo
e trabalho e sou mãe.
E é assim que a minha história começa.
Quando eu era uma jovem investigadora, estudante de doutorado,
tive no meu primeiro ano um professor de investigação
que nos dizia,
"A questão é esta,
não podemos medir uma coisa que não existe."
E eu pensei que ele me estava a dar conversa.
E perguntei "A sério?" e ele respondeu "Absolutamente."
Aqui vocês têm de perceber
que eu tenho um bacharelato em trabalho social, uma licenciatura em trabalho social,
e estava a fazer o meu doutoramento em trabalho social
por isso durante a minha carreira académica inteira
estive rodeada de pessoas
que acreditava mais ou menos
a vida é complicada, ama-a.
E eu sou mais do tipo, a vida é complicada
limpa-a, organiza-a
e põe-na num tupperware.
(Risos)
Então pensei que tinha encontrado um caminho,
para começar uma carreira que me levaria -
a sério, um dos grandes lemas em trabalho social
é apoia-te no desconforto do trabalho.
E eu era mais, tirar o desconforto da cabeça
e afastá-lo e ter vinte a tudo.
Esse era o meu mantra.
Eu estava muito animada com isso.
Por isso pensei, sabem que mais, esta é a carreira certa para mim,
porque eu interesso-me em assuntos complicados.
Mas eu quero ser capaz de os tornar descomplicados.
Eu quero percebê-los.
Eu quero aceder as estas coisas
que sei que são importantes
e tornar os códigos acessíveis a toda a gente.
Por isso comecei pelas relações.
Porque, quando se é trabalhadora social há dez anos,
o que descobrimos
é que é por causa das relações que estamos aqui.
É o que dá sentido e significado às nossas vidas.
Isto é a razão de tudo.
Não importa se falamos com as pessoas
que trabalham em justiça social e saúde mental e que abusam e negligenciam,
o que nós sabemos é que as relações,
a capacidade de sentirmos que nos relacionamos
neurobiológicamente é assim que fomos desenhados -
é a razão de estarmos aqui.
Por isso pensei, sabem que mais, vou começar pelas relações.
Bem, vocês conhecem aquela situação
quando vamos ser avaliados pelo nosso chefe,
e ela diz-nos
e uma coisa - uma oportunidade para crescer?
(Risos)
E tudo em que nós conseguimos pensar é na oportunidade para crescer, certo.
Bem aparentemente foi assim que que o meu trabalho foi avaliado,
porque, quando perguntamos a alguém o que é o amor,
elas falam dos seus corações partidos.
Quando perguntam a alguém sobre integração
eles contam-nos as suas experiências mais dolorosas
de serem excluídos.
E quando perguntamos a alguém sobre as relações
as histórias que me contam são sobre dissociação.
Rapidamente - na verdade seis semanas depois de começar a investigação -
deparei-me com uma coisa sem denominação
que desvendava as relações completamente
de uma forma que nunca tinha percebido ou visto.
E então retirei-me da investigação
e pensei, preciso de descobri o que é isto.
Descobri que era vergonha.
E a vergonha é facilmente explicada
como o medo da dissociação.
Haverá alguma coisa em mim,
que, se as outras pessoas descobrirem ou virem,
fará com que eu não seja merecedora da relação.
O que eu vos posso dizer sobre isto é:
é universal; todos a temos.
As únicas pessoas que não experienciam a vergonha
não têm capacidade de empatia humana ou de relacionamento.
Ninguém quer falar sobre isto,
e quanto menos falarmos sobre isto mais vergonha temos.
O que consolida esta vergonha,
este "não sou suficientemente bom," -
que todos sabemos que sentimos:
"Não sou suficientemente branco. Não sou suficientemente magra,
suficientemente rico, suficientemente bela, suficientemente inteligente,
suficientemente promovido."
O que mais consolidou isto
foi uma vulnerabilidade atroz,
esta ideia de,
para que as relações aconteçam,
nós temos de nos permitir ser vistos,
mesmo vistos.
E vocês sabem o que eu sinto sobre a vulnerabilidade. Detesto a vulnerabilidade.
E por isso pensei, isto é a minha oportunidade
de dar uma tareia com a minha régua.
Eu vou entrar, vou descobrir como é que isto funciona,
vou despender um ano, vou descontruír totalmente a vergonha,
eu vou perceber como é que a vulnerabilidade age,
e vou ultrapassá-la.
Entao estava pronta, estava muito animada.
E como sabem, a história não vai acabar bem.
(Risos)
Sabem como é.
Eu podia dizer-vos muita coisa sobre a vergonha,
mas tinha de roubar o tempo dos outros palestrantes.
Mas isto é o que vos posso dizer de uma forma resumida
e esta é uma das coisas mais importantes que alguma vez aprendi
na década em que fiz esta pesquisa.
O ano de que ia despender
transformou-se em seis,
milhares de histórias,
centenas de longas entrevistas, de grupos de controle.
A uma certa altura as pessoas mandavam-me páginas de diários
e enviavam-me as suas histórias -
milhares de fragmentos de dados em seis anos.
E eu lidei com isso tudo.
Eu percebi, aquilo a que chamamos vergonha,
é assim que funciona.
Escrevi um livro,
publiquei uma teoria
mas havia qualquer coisa de errado -
o que que acontecia era que,
se eu pegasse nas pessoas que entrevistei
e as dividisse entre pessoas
que têm realmente o sentido de dignidade -
é a isto que tudo se resume,
a um sentido de dignidade -
eles têm um grande sentido de amor e de integração -
e pessoas que batalharam para as ter
e pessoas que se questionam se são suficientemente boas.
Só existe uma variável
que separa as pessoas que têm
um grande sentido de amor e de integração
e as pessoas que batalharam para as ter.
O que se passa, é que as pessoas que têm
um grande sentido de amor e integração
acreditam que são dignas desse amor e integração.
Só isso.
Elas acreditam que são dignas.
E para mim, a parte difícil
da única coisa que nos separa do relacionamento
é o nosso medo de que não somos dignos de relacionamentos,
era uma coisa que, pessoalmente e profissionalmente,
eu senti que precisava de perceber melhor.
E foi o que fiz
peguei naquelas entrevistas todas
em que via dignidade, em que via as pessoas a viver daquela forma,
e só estudei esses casos.
O que é que aquelas pessoas tinham em comum?
Eu tenho um ligeiro vício por materiais de escritório
mas isso é outra palestra.
Eu tinha uma pasta de arquivo, e um marcador,
e pensei, o que vou chamar a esta investigação?
E as primeiras palavras que me vieram à cabeça
foram amor incondicional.
Estas eram pessoas que amavam incondicionalmente, viviam com este profundo sentimento de dignidade.
Por isso escrevi isso na capa da pasta de arquivo
e comecei a estudar os dados.
Na realidade, o que fiz primeiro
em quatro dias
foi analisar intensivamente os dados
depois voltei atrás, selecionei umas entrevistas, selecionei as histórias, selecionei os incidentes.
Qual era o tema? Qual era o padrão?
O meu marido deixou a cidade com os miúdos
porque eu fico sempre com um feitio maluco à Jackson Pollock,
quando estou a escrever
e no meu papel de investigadora.
E eis o que encontrei.
O que eles tinham em comum
era um sentido de coragem.
E passo a explicar-vos a diferença entre coragem e bravura num minuto.
Coragem, a definição original de coragem
quando entrou pela primeira vez no léxico Inglês -
provém da palavra em latim cor, que significa coração -
e a definição original
era contar a história de quem somos com todo o nosso coração.
Então estas pessoas
tinham, simplesmente, a coragem
de ser imperfeitas.
Elas tinham a compaixão
de ser gentis com elas próprias primeiro, e depois com os outros,
porque, como é óbvio, não podemos praticar a compaixão para com outras pessoas
se não formos gentis com nós mesmos.
Então eles conseguiam relacionar-se,
e - esta é que era a parte difícil -
como resultado de serem autênticas,
elas estavam dispostas a abdicar de quem eles deveriam ser
para ser aqueles que eram,
o que é absolutamente necessário
para haver relacionamento.
A outra coisa que eles tinham em comum
era isto.
Eles assumiam completamente a vulnerabilidade
Eles acreditavam
que aquilo que os tornava vulneráveis
tornava-os bonitos.
Eles não diziam que a vulnerabilidade
era algo confortável,
nem diziam que era uma coisa dolorosa -
como eu tinha ouvido na entrevista da vergonha.
Eles apenas diziam quer era necessária.
Eles falavam na disposição
de dizer "Amo-te" primeiro,
a disposição
de fazer algo
onde não existem quaisquer garantias,
a disposição
de respirar enquanto se espera pelo telefonema do médico
após uma mamografia.
Eles estavam disponíveis para investir numa relação
quer resultasse ou não.
Eles achavam que isto era fundamental.
Pessoalmente pensei que era uma traição.
Eu não podia aceitar ter prestado fidelidade
para investigar -
a definição de investigação
é de controlar e prever, estudar fenómenos
para a razão explícita
de controlar e prever.
E agora na minha missão
de controlar e prever
tinha aparecido a resposta que a maneira de viver é ser vulnerável
e parar de controlar e de prever.
Isto conduziu a um pequeno esgotamento
(Risos)
- que na verdade parecia mais isto.
(Risos)
Foi mesmo.
Eu chamei-lhe um esgotamento, o meu terapêuta chamou-lhe despertar espiritual.
Um despertar espiritual soa bastante melhor que um esgotamento,
mas posso assegurar-lhes de que foi um esgotamento.
E tive de me afastar dos meus dados e procurar um terapêuta.
Deixem-me dizer-lhes uma coisa: vocês sabem que são
quando ligam para os vossos amigos e dizem "Eu preciso mesmo de ver alguém.
Têm alguma recomendação para mim?"
Porque cinco dos meus amigos ficaram tipo,
"Wooo. Eu não gostava de ser teu terapêuta."
(Risos)
E eu tipo, "O que é que isso quer dizer?"
E eles respondiam "Só estou a dizer, tu sabes.
Não tragas a tua régua."
E eu respondia "Ok."
Por isso procurei uma terapêuta.
A primeira vez que tive consulta com ela, a Diana .-
eu levei a minha lista
da maneira como os que amam incondicionalmente vivem, e sentei-me.
E ela perguntou "Como é que se sente?"
E eu disse "Estou óptima. Estou ok."
Ela perguntou "O que é que se passa?"
Ela é uma terapêuta que dá consultas a outros terapêutas,
porque nós temos de ir a esses,
porque os seus detectores de mentiras são bons
(Risos)
Então respondi,
"O que se passa, é que tenho dúvidas."
E ela disse "Qual é a dúvida?"
E eu disse "Bem, eu tenho um problema com a vulnerabilidade.
E eu sei que a vulnerabilidade é o centro
da vergonha e do medo
e a nossa luta pela dignidade,
mas parece que também é a fonte
da alegria, da criatividade,
de integração, do amor.
E acho que tenho um problema,
e preciso de alguma ajuda."
Acrescentei "Mas uma coisa,
nada de assuntos de família,
nada de parvoíces da infância."
(Risos)
"Eu só preciso de umas estratégias."
(Risos)
(Aplausos)
Obrigada.
E ela fez assim...
(Risos)
Então perguntei "É grave, certo?"
E ela respondeu "Não é bom, nem é mau."
(Risos)
"É apenas aquilo que é."
E eu disse "Oh meu deus, isto vai ser tão chato!"
(Risos)
E foi, e não foi.
E demorou quase um ano.
E vocês sabem como há pessoas
que, quando percebem que a vulnerabilidade e o carinho são importantes,
eles rendem-se e caminham para elas.
A: Eu não sou assim.
e B: Eu nem saio com gente que é assim.
(Risos)
Para mim, foi uma luta de rua que durou um ano.
Foi uma luta de boxe.
A vulnerabilidade aproximava-se, eu afastava-a.
Eu perdi a luta,
mas provavelmente recuperei a minha vida.
Então eu voltei para as minhas pesquisas
e passei os dois anos seguintes
a tentar compreender realmente o que eles, os que amam incondicionalmente,
que escolhas é que eles fazem
e o que é que nós fazemos
com a vulnerabilidade.
Porque é que lutamos tanto com ela?
Será que sou a única a lutar com a vulnerabilidade?
Não.
O que eu aprendi foi isto.
Nós insensiblibizamos a vulnerabilidade
quando estamos à espera da chamada.
Engraçado, eu enviei qualquer coisa para o Twitter e para o Facebook
que diz "Como é que definem a vulnerabilidade?"
O que é que vos faz sentir vulnerável?"
E na hora e meia seguinte, tive
Porque eu queria saber
o que se passa lá fora.
Ter de pedir ajuda ao meu marido,
porque estou doente, e somos recém-casados;
iniciar uma vida sexual com o meu marido;
iniciar uma vida sexual com a minha mulher;
ser rejeitado; convidar alguém para saír;
esperar pela chamada do médico;
ser despedido; despedir pessoas -
este é o mundo em que vivemos.
Nós vivemos num mundo vulnerável.
E uma das formas de lidar com isto
é insensibilizando a vulnerabilidade.
E acho que existe uma prova -
e não é a única razão porque esta prova existe,
mas acho que é um motivo enorme -
nós somos a geração mais endividada,
obesa,
viciada e medicada
da história dos Estados Unidos.
O problema é que - e descobri isto durante a pesquisa -
não conseguimos insensibilizar selectivamente as emoções.
Não podemos dizer, aqui está a parte má.
Aqui está a vulnerabilidade, aqui está a dor, aqui está a vergonha,
aqui está o medo, aqui está o desapontamento,
eu não quero sentir estas coisas.
Vou beber umas cervejas e comer um quequer de banana e nozes.
(Risos)
Eu não quero sentir estas coisas.
E eu sei que estão a rir por experiência própria.
Eu ganho a vida a invadir a vossa vida.
Céus!
(Risos)
Não é possível insensibilizar sentimentos fortes
sem insensibilizar os afectos, as nossas emoções.
Não pode ser feito selectivamente.
Por isso quando insensibilizamos estes,
insensibilizamos a alegria,
insensibilizamos a gratidão,
insensibilizamos a felicidade.
E depois sentimo-nos miseráveis,
e andamos em busca de objectivos e significados,
e depois sentimo-nos vulneráveis,
e depois bebemos umas cervejas e um queque de banana e noz.
E isto torna-se um ciclo vicioso perigoso.
Uma das coisas que penso que temos de pensar é
o porquê e como ficámos insensíveis.
E não tem de ser apenas vício.
A outra coisa que fazemos
é que tomamos tudo o que é incerto por garantido.
A religião passou de um credo na fé e no mistério
para a certeza.
Estou certo, tu estás errado. Cala-te!
É isto.
Só certeza.
Quanto mais medo temos, mais vulneráveis nos tornamos,
quanto mais medo temos.
Isto é como a política age hoje.
Já não existem discursos.
Já não há conversas.
Só há culpa.
Sabem como é que a culpa é descrita na investigação?
Uma forma de descarregar a dor e o desconforto.
Nós somos perfeitos.
Se existe alguém que queria que a sua fosse assim, esse alguém sou eu,
mas não funciona.
Porque o que nós fazemos é tirar gordura dos nossos rabos
e colocamo-la nas nossas bochechas.
(Risos)
Coisa a que, eu espero que dentro de cem anos,
as pessoas olhem para trás e digam "Wow!"
(Risos)
E nós aperfeiçoamos, de forma muito perigosa
as nossas crianças-
Deixem-me dizer-vos o que pensamos sobre as crianças.
Eles vêem armados para a luta quando cá chegam.
E quando seguramos naquelas pequenos bebés perfeitos nas mãos,
o nosso trabalho não é dizer "Olha para ela, é perfeita.
O meu trabalho é mantê-la perfeitinha -
assegurar-me que ela entra na equipa de ténis no quinto ano e na Yale no sétimo."
Não é essa a nossa função.
O nosso trabalho é olha e dizer,
"Sabes que mais? És imperfeita, e tens as armas para lutar,
mas és digna de ser amada e ser integrada".
Este é o nosso trabalho.
Mostrem-me uma geração de crianças educadas assim,
e acho que os problemas que temos hoje em dia desaparecerão.
Nós fazemos de conta que o que fazemos
não tem afecta as outras pessoas.
Nós fazemos isso nas nossas vidas privadas.
Nós fazemos isso no trabalho -
quer seja uma emergência, um derrame de petróleo
num recolher -
nós fazemos de conta que o que fazemos
não tem um grande impacto nas outras pessoas.
Eu diria às empresas, nós não somos assim tão ingénuos.
Nós só precisamos que vocês sejam autênticos e verdadeiros
e digam "Desculpem.
Nós vamos solucionar isto."
Mas há outra forma, e deixo-vos com esta ideia.
Isto foi o que eu descobri:
exponham-se,
completamente expostos
vulnerávelmente expostos;
amem com todo o vosso coração,
mesmo que não haja garantias -
e isto é muito difícil,
e posso dizer-vos como mãe, é excruciantemente difícil .
praticar a gratidão e a alegria
naqueles momentos de terror,
em que pensamos, "Posso amar-te assim tanto?
Posso acreditar nisto apaixonadamente?
Posso defender isto sériamente?"
ser capaz de parar e, em vez de prever uma catástrofe que pode acontecer,
dizer "Estou tão grata,
porque sentir-me assim tão vulnerável quer dizer que estou viva."
E por fim, o que eu acho que provavelmente é o mais importante,
é acreditar que somos capazes.
Porque quando trabalhamos num sítio
onde podemos dizer "sou capaz,"
então paramos de gritar e começamos a ouvir,
somos mais generosos e gentis com os que nos rodeiam,
e somos mais generosos e gentis para nós próprios.
É o que tenho a dizer. Obrigada.
(Aplausos)
Revisora: Wanderley Jesus
Então, vou começar assim:
Há uns anos, uma organizadora de eventos telefonou-me
porque eu ia ser oradora numa palestra.
E ela ligou-me, e disse-me,
"´Tenho uma dúvida sobre o que
hei-de escrever sobre si no programa."
E eu pensei, "Bem, qual é a dúvida?"
E ela disse, "Bem, eu já a vi falar,
e pensei designá-la como investigadora, pelo menos pensei,
mas receio que se a designar como investigadora ninguém apareça,
porque vão pensar que é chata e sem interesse."
(Risos)
Ok...
E ela continuou "Mas o que eu gostei na sua palestra
é que você é uma contadora de histórias.
Por isso acho que vou designá-la como contadora de histórias."
E claro que a minha parte académica e insegura
pensou logo, "Tu vais-me chamar o quê?"
Ela disse "Vou designá-la como contadora de histórias."
E eu pensei algo tipo, "E porque não um duende mágico?
(Risos)
E fiquei tipo, "Deixe-me pensar sobre isto um segundo."
Tentei evocar profundamente a minha coragem.
E pensei, sou uma contadora de histórias.
Sou uma investigadora qualitativa.
Coleciono histórias; é isso que faço.
E talvez as histórias sejam só dados com uma alma.
E talvez eu seja apenas uma contadora de histórias.
E então disse, "Sabe uma coisa?
Porque é que não diz que sou uma contadora de histórias-investigadora."
Ela respondeu, "Ahah. Isso não existe!"
(Risos)
Por isso, sou uma contadora de histórias-investigadora,
e o que vos vou falar hoje -
vamos falar sobre a expanção da percepção -
e por isso quero-vos falar e contar algumas histórias
sobre uma parte da minha pesquisa
que fundamentalmente expandiu a minha percepção
e chegou mesmo a mudar muito a forma como eu vivo e amo
e trabalho e sou mãe.
E é assim que a minha história começa.
Quando eu era uma jovem investigadora, estudante de doutorado,
tive no meu primeiro ano um professor de investigação
que nos dizia,
"A questão é esta,
não podemos medir uma coisa que não existe."
E eu pensei que ele me estava a dar conversa.
E perguntei "A sério?" e ele respondeu "Absolutamente."
Aqui vocês têm de perceber
que eu tenho um bacharelato em trabalho social, uma licenciatura em trabalho social,
e estava a fazer o meu doutoramento em trabalho social
por isso durante a minha carreira académica inteira
estive rodeada de pessoas
que acreditava mais ou menos
a vida é complicada, ama-a.
E eu sou mais do tipo, a vida é complicada
limpa-a, organiza-a
e põe-na num tupperware.
(Risos)
Então pensei que tinha encontrado um caminho,
para começar uma carreira que me levaria -
a sério, um dos grandes lemas em trabalho social
é apoia-te no desconforto do trabalho.
E eu era mais, tirar o desconforto da cabeça
e afastá-lo e ter vinte a tudo.
Esse era o meu mantra.
Eu estava muito animada com isso.
Por isso pensei, sabem que mais, esta é a carreira certa para mim,
porque eu interesso-me em assuntos complicados.
Mas eu quero ser capaz de os tornar descomplicados.
Eu quero percebê-los.
Eu quero aceder as estas coisas
que sei que são importantes
e tornar os códigos acessíveis a toda a gente.
Por isso comecei pelas relações.
Porque, quando se é trabalhadora social há dez anos,
o que descobrimos
é que é por causa das relações que estamos aqui.
É o que dá sentido e significado às nossas vidas.
Isto é a razão de tudo.
Não importa se falamos com as pessoas
que trabalham em justiça social e saúde mental e que abusam e negligenciam,
o que nós sabemos é que as relações,
a capacidade de sentirmos que nos relacionamos
neurobiológicamente é assim que fomos desenhados -
é a razão de estarmos aqui.
Por isso pensei, sabem que mais, vou começar pelas relações.
Bem, vocês conhecem aquela situação
quando vamos ser avaliados pelo nosso chefe,
e ela diz-nos
e uma coisa - uma oportunidade para crescer?
(Risos)
E tudo em que nós conseguimos pensar é na oportunidade para crescer, certo.
Bem aparentemente foi assim que que o meu trabalho foi avaliado,
porque, quando perguntamos a alguém o que é o amor,
elas falam dos seus corações partidos.
Quando perguntam a alguém sobre integração
eles contam-nos as suas experiências mais dolorosas
de serem excluídos.
E quando perguntamos a alguém sobre as relações
as histórias que me contam são sobre dissociação.
Rapidamente - na verdade seis semanas depois de começar a investigação -
deparei-me com uma coisa sem denominação
que desvendava as relações completamente
de uma forma que nunca tinha percebido ou visto.
E então retirei-me da investigação
e pensei, preciso de descobri o que é isto.
Descobri que era vergonha.
E a vergonha é facilmente explicada
como o medo da dissociação.
Haverá alguma coisa em mim,
que, se as outras pessoas descobrirem ou virem,
fará com que eu não seja merecedora da relação.
O que eu vos posso dizer sobre isto é:
é universal; todos a temos.
As únicas pessoas que não experienciam a vergonha
não têm capacidade de empatia humana ou de relacionamento.
Ninguém quer falar sobre isto,
e quanto menos falarmos sobre isto mais vergonha temos.
O que consolida esta vergonha,
este "não sou suficientemente bom," -
que todos sabemos que sentimos:
"Não sou suficientemente branco. Não sou suficientemente magra,
suficientemente rico, suficientemente bela, suficientemente inteligente,
suficientemente promovido."
O que mais consolidou isto
foi uma vulnerabilidade atroz,
esta ideia de,
para que as relações aconteçam,
nós temos de nos permitir ser vistos,
mesmo vistos.
E vocês sabem o que eu sinto sobre a vulnerabilidade. Detesto a vulnerabilidade.
E por isso pensei, isto é a minha oportunidade
de dar uma tareia com a minha régua.
Eu vou entrar, vou descobrir como é que isto funciona,
vou despender um ano, vou descontruír totalmente a vergonha,
eu vou perceber como é que a vulnerabilidade age,
e vou ultrapassá-la.
Entao estava pronta, estava muito animada.
E como sabem, a história não vai acabar bem.
(Risos)
Sabem como é.
Eu podia dizer-vos muita coisa sobre a vergonha,
mas tinha de roubar o tempo dos outros palestrantes.
Mas isto é o que vos posso dizer de uma forma resumida
e esta é uma das coisas mais importantes que alguma vez aprendi
na década em que fiz esta pesquisa.
O ano de que ia despender
transformou-se em seis,
milhares de histórias,
centenas de longas entrevistas, de grupos de controle.
A uma certa altura as pessoas mandavam-me páginas de diários
e enviavam-me as suas histórias -
milhares de fragmentos de dados em seis anos.
E eu lidei com isso tudo.
Eu percebi, aquilo a que chamamos vergonha,
é assim que funciona.
Escrevi um livro,
publiquei uma teoria
mas havia qualquer coisa de errado -
o que que acontecia era que,
se eu pegasse nas pessoas que entrevistei
e as dividisse entre pessoas
que têm realmente o sentido de dignidade -
é a isto que tudo se resume,
a um sentido de dignidade -
eles têm um grande sentido de amor e de integração -
e pessoas que batalharam para as ter
e pessoas que se questionam se são suficientemente boas.
Só existe uma variável
que separa as pessoas que têm
um grande sentido de amor e de integração
e as pessoas que batalharam para as ter.
O que se passa, é que as pessoas que têm
um grande sentido de amor e integração
acreditam que são dignas desse amor e integração.
Só isso.
Elas acreditam que são dignas.
E para mim, a parte difícil
da única coisa que nos separa do relacionamento
é o nosso medo de que não somos dignos de relacionamentos,
era uma coisa que, pessoalmente e profissionalmente,
eu senti que precisava de perceber melhor.
E foi o que fiz
peguei naquelas entrevistas todas
em que via dignidade, em que via as pessoas a viver daquela forma,
e só estudei esses casos.
O que é que aquelas pessoas tinham em comum?
Eu tenho um ligeiro vício por materiais de escritório
mas isso é outra palestra.
Eu tinha uma pasta de arquivo, e um marcador,
e pensei, o que vou chamar a esta investigação?
E as primeiras palavras que me vieram à cabeça
foram amor incondicional.
Estas eram pessoas que amavam incondicionalmente, viviam com este profundo sentimento de dignidade.
Por isso escrevi isso na capa da pasta de arquivo
e comecei a estudar os dados.
Na realidade, o que fiz primeiro
em quatro dias
foi analisar intensivamente os dados
depois voltei atrás, selecionei umas entrevistas, selecionei as histórias, selecionei os incidentes.
Qual era o tema? Qual era o padrão?
O meu marido deixou a cidade com os miúdos
porque eu fico sempre com um feitio maluco à Jackson Pollock,
quando estou a escrever
e no meu papel de investigadora.
E eis o que encontrei.
O que eles tinham em comum
era um sentido de coragem.
E passo a explicar-vos a diferença entre coragem e bravura num minuto.
Coragem, a definição original de coragem
quando entrou pela primeira vez no léxico Inglês -
provém da palavra em latim cor, que significa coração -
e a definição original
era contar a história de quem somos com todo o nosso coração.
Então estas pessoas
tinham, simplesmente, a coragem
de ser imperfeitas.
Elas tinham a compaixão
de ser gentis com elas próprias primeiro, e depois com os outros,
porque, como é óbvio, não podemos praticar a compaixão para com outras pessoas
se não formos gentis com nós mesmos.
Então eles conseguiam relacionar-se,
e - esta é que era a parte difícil -
como resultado de serem autênticas,
elas estavam dispostas a abdicar de quem eles deveriam ser
para ser aqueles que eram,
o que é absolutamente necessário
para haver relacionamento.
A outra coisa que eles tinham em comum
era isto.
Eles assumiam completamente a vulnerabilidade
Eles acreditavam
que aquilo que os tornava vulneráveis
tornava-os bonitos.
Eles não diziam que a vulnerabilidade
era algo confortável,
nem diziam que era uma coisa dolorosa -
como eu tinha ouvido na entrevista da vergonha.
Eles apenas diziam quer era necessária.
Eles falavam na disposição
de dizer "Amo-te" primeiro,
a disposição
de fazer algo
onde não existem quaisquer garantias,
a disposição
de respirar enquanto se espera pelo telefonema do médico
após uma mamografia.
Eles estavam disponíveis para investir numa relação
quer resultasse ou não.
Eles achavam que isto era fundamental.
Pessoalmente pensei que era uma traição.
Eu não podia aceitar ter prestado fidelidade
para investigar -
a definição de investigação
é de controlar e prever, estudar fenómenos
para a razão explícita
de controlar e prever.
E agora na minha missão
de controlar e prever
tinha aparecido a resposta que a maneira de viver é ser vulnerável
e parar de controlar e de prever.
Isto conduziu a um pequeno esgotamento
(Risos)
- que na verdade parecia mais isto.
(Risos)
Foi mesmo.
Eu chamei-lhe um esgotamento, o meu terapêuta chamou-lhe despertar espiritual.
Um despertar espiritual soa bastante melhor que um esgotamento,
mas posso assegurar-lhes de que foi um esgotamento.
E tive de me afastar dos meus dados e procurar um terapêuta.
Deixem-me dizer-lhes uma coisa: vocês sabem que são
quando ligam para os vossos amigos e dizem "Eu preciso mesmo de ver alguém.
Têm alguma recomendação para mim?"
Porque cinco dos meus amigos ficaram tipo,
"Wooo. Eu não gostava de ser teu terapêuta."
(Risos)
E eu tipo, "O que é que isso quer dizer?"
E eles respondiam "Só estou a dizer, tu sabes.
Não tragas a tua régua."
E eu respondia "Ok."
Por isso procurei uma terapêuta.
A primeira vez que tive consulta com ela, a Diana .-
eu levei a minha lista
da maneira como os que amam incondicionalmente vivem, e sentei-me.
E ela perguntou "Como é que se sente?"
E eu disse "Estou óptima. Estou ok."
Ela perguntou "O que é que se passa?"
Ela é uma terapêuta que dá consultas a outros terapêutas,
porque nós temos de ir a esses,
porque os seus detectores de mentiras são bons
(Risos)
Então respondi,
"O que se passa, é que tenho dúvidas."
E ela disse "Qual é a dúvida?"
E eu disse "Bem, eu tenho um problema com a vulnerabilidade.
E eu sei que a vulnerabilidade é o centro
da vergonha e do medo
e a nossa luta pela dignidade,
mas parece que também é a fonte
da alegria, da criatividade,
de integração, do amor.
E acho que tenho um problema,
e preciso de alguma ajuda."
Acrescentei "Mas uma coisa,
nada de assuntos de família,
nada de parvoíces da infância."
(Risos)
"Eu só preciso de umas estratégias."
(Risos)
(Aplausos)
Obrigada.
E ela fez assim...
(Risos)
Então perguntei "É grave, certo?"
E ela respondeu "Não é bom, nem é mau."
(Risos)
"É apenas aquilo que é."
E eu disse "Oh meu deus, isto vai ser tão chato!"
(Risos)
E foi, e não foi.
E demorou quase um ano.
E vocês sabem como há pessoas
que, quando percebem que a vulnerabilidade e o carinho são importantes,
eles rendem-se e caminham para elas.
A: Eu não sou assim.
e B: Eu nem saio com gente que é assim.
(Risos)
Para mim, foi uma luta de rua que durou um ano.
Foi uma luta de boxe.
A vulnerabilidade aproximava-se, eu afastava-a.
Eu perdi a luta,
mas provavelmente recuperei a minha vida.
Então eu voltei para as minhas pesquisas
e passei os dois anos seguintes
a tentar compreender realmente o que eles, os que amam incondicionalmente,
que escolhas é que eles fazem
e o que é que nós fazemos
com a vulnerabilidade.
Porque é que lutamos tanto com ela?
Será que sou a única a lutar com a vulnerabilidade?
Não.
O que eu aprendi foi isto.
Nós insensiblibizamos a vulnerabilidade
quando estamos à espera da chamada.
Engraçado, eu enviei qualquer coisa para o Twitter e para o Facebook
que diz "Como é que definem a vulnerabilidade?"
O que é que vos faz sentir vulnerável?"
E na hora e meia seguinte, tive
Porque eu queria saber
o que se passa lá fora.
Ter de pedir ajuda ao meu marido,
porque estou doente, e somos recém-casados;
iniciar uma vida sexual com o meu marido;
iniciar uma vida sexual com a minha mulher;
ser rejeitado; convidar alguém para saír;
esperar pela chamada do médico;
ser despedido; despedir pessoas -
este é o mundo em que vivemos.
Nós vivemos num mundo vulnerável.
E uma das formas de lidar com isto
é insensibilizando a vulnerabilidade.
E acho que existe uma prova -
e não é a única razão porque esta prova existe,
mas acho que é um motivo enorme -
nós somos a geração mais endividada,
obesa,
viciada e medicada
da história dos Estados Unidos.
O problema é que - e descobri isto durante a pesquisa -
não conseguimos insensibilizar selectivamente as emoções.
Não podemos dizer, aqui está a parte má.
Aqui está a vulnerabilidade, aqui está a dor, aqui está a vergonha,
aqui está o medo, aqui está o desapontamento,
eu não quero sentir estas coisas.
Vou beber umas cervejas e comer um quequer de banana e nozes.
(Risos)
Eu não quero sentir estas coisas.
E eu sei que estão a rir por experiência própria.
Eu ganho a vida a invadir a vossa vida.
Céus!
(Risos)
Não é possível insensibilizar sentimentos fortes
sem insensibilizar os afectos, as nossas emoções.
Não pode ser feito selectivamente.
Por isso quando insensibilizamos estes,
insensibilizamos a alegria,
insensibilizamos a gratidão,
insensibilizamos a felicidade.
E depois sentimo-nos miseráveis,
e andamos em busca de objectivos e significados,
e depois sentimo-nos vulneráveis,
e depois bebemos umas cervejas e um queque de banana e noz.
E isto torna-se um ciclo vicioso perigoso.
Uma das coisas que penso que temos de pensar é
o porquê e como ficámos insensíveis.
E não tem de ser apenas vício.
A outra coisa que fazemos
é que tomamos tudo o que é incerto por garantido.
A religião passou de um credo na fé e no mistério
para a certeza.
Estou certo, tu estás errado. Cala-te!
É isto.
Só certeza.
Quanto mais medo temos, mais vulneráveis nos tornamos,
quanto mais medo temos.
Isto é como a política age hoje.
Já não existem discursos.
Já não há conversas.
Só há culpa.
Sabem como é que a culpa é descrita na investigação?
Uma forma de descarregar a dor e o desconforto.
Nós somos perfeitos.
Se existe alguém que queria que a sua fosse assim, esse alguém sou eu,
mas não funciona.
Porque o que nós fazemos é tirar gordura dos nossos rabos
e colocamo-la nas nossas bochechas.
(Risos)
Coisa a que, eu espero que dentro de cem anos,
as pessoas olhem para trás e digam "Wow!"
(Risos)
E nós aperfeiçoamos, de forma muito perigosa
as nossas crianças-
Deixem-me dizer-vos o que pensamos sobre as crianças.
Eles vêem armados para a luta quando cá chegam.
E quando seguramos naquelas pequenos bebés perfeitos nas mãos,
o nosso trabalho não é dizer "Olha para ela, é perfeita.
O meu trabalho é mantê-la perfeitinha -
assegurar-me que ela entra na equipa de ténis no quinto ano e na Yale no sétimo."
Não é essa a nossa função.
O nosso trabalho é olha e dizer,
"Sabes que mais? És imperfeita, e tens as armas para lutar,
mas és digna de ser amada e ser integrada".
Este é o nosso trabalho.
Mostrem-me uma geração de crianças educadas assim,
e acho que os problemas que temos hoje em dia desaparecerão.
Nós fazemos de conta que o que fazemos
não tem afecta as outras pessoas.
Nós fazemos isso nas nossas vidas privadas.
Nós fazemos isso no trabalho -
quer seja uma emergência, um derrame de petróleo
num recolher -
nós fazemos de conta que o que fazemos
não tem um grande impacto nas outras pessoas.
Eu diria às empresas, nós não somos assim tão ingénuos.
Nós só precisamos que vocês sejam autênticos e verdadeiros
e digam "Desculpem.
Nós vamos solucionar isto."
Mas há outra forma, e deixo-vos com esta ideia.
Isto foi o que eu descobri:
exponham-se,
completamente expostos
vulnerávelmente expostos;
amem com todo o vosso coração,
mesmo que não haja garantias -
e isto é muito difícil,
e posso dizer-vos como mãe, é excruciantemente difícil .
praticar a gratidão e a alegria
naqueles momentos de terror,
em que pensamos, "Posso amar-te assim tanto?
Posso acreditar nisto apaixonadamente?
Posso defender isto sériamente?"
ser capaz de parar e, em vez de prever uma catástrofe que pode acontecer,
dizer "Estou tão grata,
porque sentir-me assim tão vulnerável quer dizer que estou viva."
E por fim, o que eu acho que provavelmente é o mais importante,
é acreditar que somos capazes.
Porque quando trabalhamos num sítio
onde podemos dizer "sou capaz,"
então paramos de gritar e começamos a ouvir,
somos mais generosos e gentis com os que nos rodeiam,
e somos mais generosos e gentis para nós próprios.
É o que tenho a dizer. Obrigada.
(Aplausos)
sábado, 9 de janeiro de 2016
Meditation is Like Drinking Water -Sakyong Mipham Rinpoche. Shambhala
One of the main purposes and inspirations that I had to do this particular book,
was that I have seen many people come to my programs,
and generally be interested in meditation and there was a lot of curiosity,
and at the same time there was a lot of preconceptions.
People had a lot of ideas about what meditation was.
And I found myself often trying to demystify the practice for people.
Trying to say it's a very simple practice and it does not have to be that complicated.
But at the same time there's something to learn, there's something to engage in,
and there's actually a lot to delve into;
because, in a sense meditation is delving into our own mind.
And from this point of view, one of the kind of main thrusts of what I am trying do
with the practice of meditation, is that I feel like every single person
has the ability and capability to do the practice of meditation;
regardless of really who they are,
as long as they can understand some very basic principles.
And also incorporate the practice into their life.
And even really one of the main things is keeping the session short,
doing very brief five or ten minutes sessions. That it does not have to be this long process.
And many people I think have an idea of meditation,
and they have an image of maybe someone sitting in a meditation cave,
or going off into some sort of deep trance, and so forth.
And really that's not the full purpose of the practice,
and one doesn’t need to do that.
If one chooses one can go off into a cave,
but really whether one is in cave or whether one is sitting here,
it's the same mind, you know, it's the same being.
And many people spend much money and much time going to India or some place exotic,
to look for a teacher and then meditate. And all of a sudden guess who they find?
It’s the same person. And all of a sudden they say, "I could have,
you know, I could have done this a lot cheaper, you know. It would have been a lot easier."
And sometimes it feels like, you know, we have a lot of ideas about practice,
and it becomes very spiritual.
And ahh what is interesting with the practice of meditation
and how I was sort of introduced to it, in terms of just everyday, that it was very normal.
You know I feel like it's like drinking water, in a sense of everyday situation.
And why I am saying it's like drinking water, or an everyday situation,
is because my understanding of meditation is that it's simply relating to your mind.
When we use the word in Tibetan, when we use the word meditation, we use the word Gom.
And Gom has the root essence of the Tibetan word Kom, and it means familiarity.
Now in Tibetan we have many, many different kinds of words for meditation.
And obviously in English there is one basic word,
we use concentration or mindfulness, or contemplation, many things.
But really the word meditation is used over and over.
But in Tibet there is, you could say there's not really one word,
but there're different ways of describing the practice.
But in general the word is Kom, which means familiarity.
And the quality here is that we are becoming familiar.
So the practice of meditation is, "I am sitting still becoming familiar with something."
And as I become more familiar,
my understanding and depth of the subject begins to really penetrate,
whether it's wisdom, whether it's compassion,
or whether it's just simply following my breath, trying to relax.
Just relaxing with who we are.
So there is always a notion that we are becoming familiar with something.
I think the key thing here is that,
what is it that we can become familiar with in meditation that is beneficial?
And a lot of times in the beginning, because people come to meditation
because they hear about the lack of,
or you could say the amount of stress and it reduces the stress, it helps us relax.
So often in the beginning we use the breath. The breath is something that's consistent,
and when we breathe we can exhale a lot of the tension.
And breathing itself, in terms of meditation principle,
is very much connected with consciousness.
And it helps in terms of relaxation of the mind.
It helps in terms of relaxation of the body.
So initially we become familiar with breathing.
And I think there is a lot of potency in the breathing.
But one of the main principles is just settling down:
having a sense of relaxation, having a sense of strength.
And later we can, if we want to go on a,
for example, being a buddhist we meditated on compassion, or wisdom, or selflessness.
Then later we focus on those principles:
we contemplate those words, we contemplate those meanings.
We are becoming more and more familiar with that.
So from that point of view people say, you know to me,
"I meditate" or "I do not meditate".
And from my point of view I say, "Well actually you are always meditating."
Because you are always becoming familiar with something.
You get up in the morning and we are constantly meditating.
Now generally speaking we can look and say, "Is that meditation beneficial?"
You know "What is it that we rise with?"
Often we rise in the morning and we have anxiety, we have anger, we have jealousy.
So naturally we are becoming familiar with jealousy.
Somebody has something we want, and after a while we are really good meditators.
We do not wander at all. We are completely focused and you know.
So we know how to meditate. And the same thing with anger,
it’s like you know we start contemplating and start thinking about it, our mind,
even if we try to do something else, it comes back to anger.
"That person I don’t know what..
they cut me off in traffic I am going to go get em now".
You know, we are going to chase them down the road
or later we are going to do something to somebody.
So that is the other part of meditation, because meditation is contemplation,
familiarity with a subject and later it is action or engaged.
In Tibetan we say gom, and then what follows that is called chingle or activity.
Then we engage.
Because the point of meditation is that we are honing and we're strengthening something
that is very important and precious, so that we can actually actualize it.
Learning to Meditate - Sakyong Mipham Rinpoche. -Shambhala
Bom dia a todos.
Hoje gostaria de falar sobre como meditar e como aprender a meditar.
E particularmente sobre qual é a abordagem e a atitude.
Hoje muitas pessoas meditam de diferentes formas.
Mas acho que os fundamentos são sempre importantes.
E sei que talvez alguns de vocês nunca tenham meditado.
Alguns de vocês têm alguma experiência em sua prática, meditam regularmente.
Mas em ambos casos é sempre bom voltar aos fundamentos
e compreender quais são os princípios.
O que sempre tento estimular é saber realmente por que estamos meditando
Isso é sempre importante, e as razões por que estamos meditando.
Então, isso é algo sobre o que vocês têm de pensar.
Pode ser que simplesmente precisem relaxar, reduzir o estresse, ter paz.
Pode ser algo mais elevado, por exemplo, quereremos atingir a iluminação
e gostaríamos de seguir os passos do Buda
e ter uma tremenda sabedoria e compaixão.
Mas, em ambos os casos, é importante aprender a meditar.
E hoje podemos ver, obviamente, alguns princípios muito fundamentais.
Certamente, em casa e onde vocês estejam, seria bom
ter alguém experiente para mostrar pessoalmente o que fazer.
Vocês podem aprender muitas coisas nos livros, mas a visão, como costumo dizer,
a atitude, saber o que estamos fazendo.
Meditação é realmente uma palavra interessante, significa "familiaridade",
e em tibetano dizemos "gom", e a palavra tem sua raiz
na palavra que significa "familiarizar-se com" ou "acostumar-se com algo".
Em inglês temos diferentes expressões para muitas coisas,
mas para a meditação parece que temos basicamente apenas uma palavra: meditação.
Em tibetano temos muitas, muitas palavras diferentes para meditação.
Então, quando usamos a palavra meditação em inglês, não sei com certeza o que vocês pensam.
Para mim significa "familiaridade". Então, sempre penso que, de algum modo, sempre estamos meditando,
no sentido em que que sempre estamos nos familiarizando com algo. Nossa mente está se acostumando com alguma coisa.
Assim, podemos estar nos acostumando com o pensamento da ansiedade, da preocupação, da raiva.
Então, nossa mente está se acostumando com alguma coisa. Em certo sentido estamos meditando.
Mas aqui estamos dizendo que vamos nos acostumar com uma coisa e fazer algo,
familiarizar nossa mente com algo útil. Essa é a visão, a razão pela qual fazemos isso.
Hoje, aqui, dizemos que seria algo muito fundamental, algo útil a todos,
aprender como reduzir o nível de ansiedade, estresse, acalmar nossa mente
e, o que é mais importante, acho que no início o que mais ajuda
no que diz respeito à meditação e a aprender como meditar, é fazer que a mente se torne útil para nós,
que tenhamos a posse de nossa mente. Assim, a abordagem fundamental da meditação
é fazer algo que permita que nossa mente não devaneie, não se distraia.
Convencionalmente, muitos de nós estamos pensando em muitas coisas.
E, se pensamos em nossa mente, ela nem sempre é a mais útil, a mais, digamos, sincronizada.
Muitas vezes nos sentamos e a mente começa a devanear.
Então, a prática da meditação, aqui, é aprender como se familiarizar com algo,
acostumar-se com algo que seja útil.
Para muitos de nós, no começo, não importa o que estejamos fazendo,
isso significa ter uma mente que coopere, fazer com que ela seja nossa.
E realmente, como seres humanos, se a mente é nossa, deveria ser capaz de sentar-se em silencio, desfrutar o tempo,
desfrutar o que estamos fazendo, em vez de pensar no futuro, preocupar-se com nossos problemas.
A mente só vá de um lado para o outro.
Vou demonstrar um pouco e, claro, vocês podem fazê-lo também.
No processo de meditação, nos sentamos. Eu estou sentado numa cadeira,
vocês podem sentar-se em uma almofada. podem sentar-se à mesa do escritório. Quaisquer forma está bem.
A visão e a atitude é: "por que medito?"
Porque é a mente que está meditando, é nossa atitude, nós mesmos.
Só a postura da meditação não vai funcionar, a atitude é importante.
Podemos pensar hoje que é só respirar, desacelerar, reduzir o estresse,
trazer um senso de paz, estar presentes, é muito util. E partir dai, podemos direcionar nossa vida.
Então, vamos nos sentar confortavelmente e adotar uma postura que seja desperta.
de forma que não fiquemos adormecidos.
Não ficamos demasiado ansiosos para nos levantar. Nossas mãos podem estar sobre as coxas.
Nossa mente está pensando: "Oh, vou começar a meditar
não vou me preocupar com outras coisas agora,
Vou voltar para o que é importante agora". E o que é importante é o momento presente
e o que significa o momento presente? Nossa respiração.
De modo que aqui, de uma forma muito básica, vamos aprender como meditar com a respiração.
A respiração nos faz perceber quão frágil somos, quão humanos somos,
e quão preciosas são as coisas.
O corpo em uma postura digna. A cabeça relaxada. O olhar ligeiramente para baixo. Os olhos semi-abertos.
Nos sentamos assim (as mãos sobre as coxas). Algumas pessoas sentam assim (com as mãos juntas).
mas aqui, vamos nos sentar assim (as mãos sobre as coxas) e começamos a prestar atenção a nossa respiração.
Então expiramos e inspiramos. Expiramos e inspiramos.
E ao tirar nossa mente do mundo atarefado
e colocá-la na respiração, automaticamente desaceleramos o ritmo.
Automaticamente fortalecemos nossa mente.
automaticamente nossa mente se torna mais útil, mais nossa.
A mente presta atenção à respiração.
não pensamos no futuro ou no passado, ou nos preocupamos.
Esta é nossa pequena pausa; esta é nossa pequena relaxação; nossas mini-férias.
Começamos a prestar atenção à mente.
Assim como o corpo precisa de exercício e boa comida,
a mente precisa de cuidados. É o que fazemos agora.
Expirar. Inspirar. Expirar. Inspirar.
Quando vêm pensamentos, dizemos
"Oh, não teria que pensar agora, porque não quero pensar sobre isso.
Eu quero prestar atenção a minha respiração porque sei que isso é útil.
Isso é o que quero fazer."
Só trazer alguma calma e sentir paz e relaxação.
Simplesmente respirando.
Um pensamento surge e digo "Oh, pensando. Agora não quero pensar em isso."
Prestamos atenção à respiração. Sentimos algo de paz.
Então, por que vocês não tentam e boa sorte.
Hoje gostaria de falar sobre como meditar e como aprender a meditar.
E particularmente sobre qual é a abordagem e a atitude.
Hoje muitas pessoas meditam de diferentes formas.
Mas acho que os fundamentos são sempre importantes.
E sei que talvez alguns de vocês nunca tenham meditado.
Alguns de vocês têm alguma experiência em sua prática, meditam regularmente.
Mas em ambos casos é sempre bom voltar aos fundamentos
e compreender quais são os princípios.
O que sempre tento estimular é saber realmente por que estamos meditando
Isso é sempre importante, e as razões por que estamos meditando.
Então, isso é algo sobre o que vocês têm de pensar.
Pode ser que simplesmente precisem relaxar, reduzir o estresse, ter paz.
Pode ser algo mais elevado, por exemplo, quereremos atingir a iluminação
e gostaríamos de seguir os passos do Buda
e ter uma tremenda sabedoria e compaixão.
Mas, em ambos os casos, é importante aprender a meditar.
E hoje podemos ver, obviamente, alguns princípios muito fundamentais.
Certamente, em casa e onde vocês estejam, seria bom
ter alguém experiente para mostrar pessoalmente o que fazer.
Vocês podem aprender muitas coisas nos livros, mas a visão, como costumo dizer,
a atitude, saber o que estamos fazendo.
Meditação é realmente uma palavra interessante, significa "familiaridade",
e em tibetano dizemos "gom", e a palavra tem sua raiz
na palavra que significa "familiarizar-se com" ou "acostumar-se com algo".
Em inglês temos diferentes expressões para muitas coisas,
mas para a meditação parece que temos basicamente apenas uma palavra: meditação.
Em tibetano temos muitas, muitas palavras diferentes para meditação.
Então, quando usamos a palavra meditação em inglês, não sei com certeza o que vocês pensam.
Para mim significa "familiaridade". Então, sempre penso que, de algum modo, sempre estamos meditando,
no sentido em que que sempre estamos nos familiarizando com algo. Nossa mente está se acostumando com alguma coisa.
Assim, podemos estar nos acostumando com o pensamento da ansiedade, da preocupação, da raiva.
Então, nossa mente está se acostumando com alguma coisa. Em certo sentido estamos meditando.
Mas aqui estamos dizendo que vamos nos acostumar com uma coisa e fazer algo,
familiarizar nossa mente com algo útil. Essa é a visão, a razão pela qual fazemos isso.
Hoje, aqui, dizemos que seria algo muito fundamental, algo útil a todos,
aprender como reduzir o nível de ansiedade, estresse, acalmar nossa mente
e, o que é mais importante, acho que no início o que mais ajuda
no que diz respeito à meditação e a aprender como meditar, é fazer que a mente se torne útil para nós,
que tenhamos a posse de nossa mente. Assim, a abordagem fundamental da meditação
é fazer algo que permita que nossa mente não devaneie, não se distraia.
Convencionalmente, muitos de nós estamos pensando em muitas coisas.
E, se pensamos em nossa mente, ela nem sempre é a mais útil, a mais, digamos, sincronizada.
Muitas vezes nos sentamos e a mente começa a devanear.
Então, a prática da meditação, aqui, é aprender como se familiarizar com algo,
acostumar-se com algo que seja útil.
Para muitos de nós, no começo, não importa o que estejamos fazendo,
isso significa ter uma mente que coopere, fazer com que ela seja nossa.
E realmente, como seres humanos, se a mente é nossa, deveria ser capaz de sentar-se em silencio, desfrutar o tempo,
desfrutar o que estamos fazendo, em vez de pensar no futuro, preocupar-se com nossos problemas.
A mente só vá de um lado para o outro.
Vou demonstrar um pouco e, claro, vocês podem fazê-lo também.
No processo de meditação, nos sentamos. Eu estou sentado numa cadeira,
vocês podem sentar-se em uma almofada. podem sentar-se à mesa do escritório. Quaisquer forma está bem.
A visão e a atitude é: "por que medito?"
Porque é a mente que está meditando, é nossa atitude, nós mesmos.
Só a postura da meditação não vai funcionar, a atitude é importante.
Podemos pensar hoje que é só respirar, desacelerar, reduzir o estresse,
trazer um senso de paz, estar presentes, é muito util. E partir dai, podemos direcionar nossa vida.
Então, vamos nos sentar confortavelmente e adotar uma postura que seja desperta.
de forma que não fiquemos adormecidos.
Não ficamos demasiado ansiosos para nos levantar. Nossas mãos podem estar sobre as coxas.
Nossa mente está pensando: "Oh, vou começar a meditar
não vou me preocupar com outras coisas agora,
Vou voltar para o que é importante agora". E o que é importante é o momento presente
e o que significa o momento presente? Nossa respiração.
De modo que aqui, de uma forma muito básica, vamos aprender como meditar com a respiração.
A respiração nos faz perceber quão frágil somos, quão humanos somos,
e quão preciosas são as coisas.
O corpo em uma postura digna. A cabeça relaxada. O olhar ligeiramente para baixo. Os olhos semi-abertos.
Nos sentamos assim (as mãos sobre as coxas). Algumas pessoas sentam assim (com as mãos juntas).
mas aqui, vamos nos sentar assim (as mãos sobre as coxas) e começamos a prestar atenção a nossa respiração.
Então expiramos e inspiramos. Expiramos e inspiramos.
E ao tirar nossa mente do mundo atarefado
e colocá-la na respiração, automaticamente desaceleramos o ritmo.
Automaticamente fortalecemos nossa mente.
automaticamente nossa mente se torna mais útil, mais nossa.
A mente presta atenção à respiração.
não pensamos no futuro ou no passado, ou nos preocupamos.
Esta é nossa pequena pausa; esta é nossa pequena relaxação; nossas mini-férias.
Começamos a prestar atenção à mente.
Assim como o corpo precisa de exercício e boa comida,
a mente precisa de cuidados. É o que fazemos agora.
Expirar. Inspirar. Expirar. Inspirar.
Quando vêm pensamentos, dizemos
"Oh, não teria que pensar agora, porque não quero pensar sobre isso.
Eu quero prestar atenção a minha respiração porque sei que isso é útil.
Isso é o que quero fazer."
Só trazer alguma calma e sentir paz e relaxação.
Simplesmente respirando.
Um pensamento surge e digo "Oh, pensando. Agora não quero pensar em isso."
Prestamos atenção à respiração. Sentimos algo de paz.
Então, por que vocês não tentam e boa sorte.
San Josemaría, fundador del Opus Dei, habla sobre el Espíritu Santo y la vida ordinaria
In your ordinary life, by seeking
--I am sure that you do so--
the presence of God who is within you.
You receive Him in Holy Communion. The gastric juices in the stomach function in their natural way,
the sacramental species disappear and with them the presence of Jesus Christ.
But then, the Holy Spirit remains behind and contines to act.
Together with Him, the Father and the Son also act, because there is only one God.
But, it is the Holy Spirit who acts in the souls of Christians.
And you, who are a tabernacle of God, you go into yourself
many times a day and say: “Lord, how can I do this
in such a way that it is more pleasing in your sight?;
Lord, I am feeling this temptation, and that one, these bad inclinations ...”
Don’t get frightened, ok? All of us have a beast inside of us.
Even older people.
In this regard, we are all the same, and it is one of the marvels of God’s goodness,
because if we did not know we could fall into all kinds of miseries,
we would be very proud. In this way, not being proud,
we will tend a little towards humility.
If only we could tend a lot more towards humility.
--I am sure that you do so--
the presence of God who is within you.
You receive Him in Holy Communion. The gastric juices in the stomach function in their natural way,
the sacramental species disappear and with them the presence of Jesus Christ.
But then, the Holy Spirit remains behind and contines to act.
Together with Him, the Father and the Son also act, because there is only one God.
But, it is the Holy Spirit who acts in the souls of Christians.
And you, who are a tabernacle of God, you go into yourself
many times a day and say: “Lord, how can I do this
in such a way that it is more pleasing in your sight?;
Lord, I am feeling this temptation, and that one, these bad inclinations ...”
Don’t get frightened, ok? All of us have a beast inside of us.
Even older people.
In this regard, we are all the same, and it is one of the marvels of God’s goodness,
because if we did not know we could fall into all kinds of miseries,
we would be very proud. In this way, not being proud,
we will tend a little towards humility.
If only we could tend a lot more towards humility.
San Josemaría, fundador del Opus Dei: "Pedir la fe a gritos"
Increase our Faith!
The firm faith that we need
and that we should spread to those around us:
how can we grow in it, so as to be true witnesses?
I’m going to let the apostles give you some advice.
They were men like us, and also
(forgive me for saying what Jesus himself
tells them and they tell us in the Gospels)
they weren’t very bright.
But they were quite clever and they went right to the source:
Adauge nobis fidem! Increase our faith!, they said to Jesus.
You know that faith, hope and charity are theological virtues,
virtues that we cannot acquire through our own efforts,
but that are given to us gratuitously by God,
by praying in whatever situation you are in, including right now.
I am speaking in God’s presence and trying to pray. God is here!
Regnum Dei intra vos est. “The kingdom of God is within you.”
The Holy Spirit dwells in our soul in grace
so that we don’t live an animal life, but the life of God’s children.
Therefore you should pray right now, and cry out to him,
without letting anyone hear you: Lord, increase our faith! And he will increase your faith.
The firm faith that we need
and that we should spread to those around us:
how can we grow in it, so as to be true witnesses?
I’m going to let the apostles give you some advice.
They were men like us, and also
(forgive me for saying what Jesus himself
tells them and they tell us in the Gospels)
they weren’t very bright.
But they were quite clever and they went right to the source:
Adauge nobis fidem! Increase our faith!, they said to Jesus.
You know that faith, hope and charity are theological virtues,
virtues that we cannot acquire through our own efforts,
but that are given to us gratuitously by God,
by praying in whatever situation you are in, including right now.
I am speaking in God’s presence and trying to pray. God is here!
Regnum Dei intra vos est. “The kingdom of God is within you.”
The Holy Spirit dwells in our soul in grace
so that we don’t live an animal life, but the life of God’s children.
Therefore you should pray right now, and cry out to him,
without letting anyone hear you: Lord, increase our faith! And he will increase your faith.
sábado, 11 de abril de 2015
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